Música e Playback

Alunos! As músicas estão disponíveis nesse site aqui do Ivan Meyer!

Abraços:

SAX ALTO

SAX TENOR

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Eu não quero falar de incertezas

Eu não quero falar de incertezas

Porque delas estou farto

Quero apenas alegrar o caminho

E deixar mais leve o fardo

Ter motivos para um sorriso

Me emocionar, chorar de verdade

As lágrimas não precisam ser tristes

Podem ser apenas saudade

Quero um pouco de amor

Quero beijos e amizade

Quero um pouco de calor

Alegria e sinceridade

E espero que lá depois do arco íris

Um dia eu olhe e tenha certeza de que nada foi em vão

Pois a vida é muito curta para se arrepender

O que aconteceu faz parte do que sou

O que virá a acontecer é o que me faz estar vivo e lutar

É tão bom chorar, se sentir vivo

É tão bom sorrir…

É tão bom ter a chance

É maravilhoso poder sentir tudo

E seguir sempre adiante.

Não, não se arrependa meu amor…

Muito de bom já aconteceu e muito ainda está por vir

Sorria sempre…

Pois esse é seu maior dom.

Sorria e ame cada dia como se fosse o último

Sem medo, sem vergonha, sem nada

Apenas com a alma lavada

E a certeza de ser radiante.

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Ao avesso

Obrigado pela chance de tentar mais uma vez,

vejo agora que era livre, mas mesmo assim me prendia

e me enforcava em uma teia imaginada

que meu ego inspirava, esculpida pela minha estupidez …

Grosserias a parte, minha alma sempre canta

seja belo, triste, ingênuo ou sem chama

não importa o que acho nem o que me diz

não importa na verdade nada nessa vida

apenas vale o que realmente se quis

sendo assim me desculpo pois o momento é meu

se te toca ou incomoda… quer saber?

o problema é seu!

Lincoln Castro

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solidão

Já faz um tempo

Que não me sinto

Tão vazio assim

Já faz um tempo

Que o meu centro

Não é mais em mim

Já não vejo as rosas

Já não sinto o jasmim

Já não entendo as cores

Já me esqueci em mim

E cada palavra parece mais vazia

A boca nunca foi tão fria

O inverno ajuda a aumentar

A dor vazia e fria a me devorar

Não quero o fim

Nem menos um novo começo

Quero seguir em frente

Quero desvirar do avesso

Não me esqueci

De como te amo

Apenas quero me achar

Quero me incluir no meu plano.

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Smile

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it’s breaking
When there are clouds in the sky
You’ll get by…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile if you’ll just…
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying?
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just…

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile…

That’s the time you must keep on trying
Smile, what’s the use of crying
You’ll find that life is still worthwhile
If you’ll just Smile.

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Paciência

Hoje eu queria um pouco mais de calma

mais silêncio no meu deserto

queria saber a medida da alma

uma carência que desperta

no meu silêncio me afogo

e em segundos passo a gritar

mudo, vermelho, torto

sem medo , num pulo a girar.

Com o som da flauta busco as notas

que minha boca não consegue emitir

com o som do silêncio busco a paz

que minha alma permitir.

Calma que clamo

acalmo e devoro

urge do meu peito

um esprimido e contido choro

me calo e me perco de novo

anonimato misterioso

e dá lagrima o gosto

salgada e eterna.

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O velho lobo do mar

É difícil de entender

mas é quase sempre preciso

impreciso apenas o destino

que bate na porta

quando menos se espera

E agora?

Certeza na vida apenas uma…

Queria que não fosse assim

e que fosse possível pisar em terra firme

de vez em quando…

Meu avô estava certo em escolher o mar…

Pelo menos o mar é sincero

em sua eterna e profunda inexatidão…

homenagem ao velho lobo do mar Faustino Alvares de Oliveira, meu avô, que nos deixou dia 31 de dezembro de 2009 para navegar em mares mais longes e visitar portos mais seguros. Um beijo vô, te amo e muitas saudades.

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Mozart

Sou apaixonado por Mozart.
Acredito que ele conseguiu de alguma forma alcançar a perfeição.. e impressionantemente em tão pouco tempo de vida. Ele apenas viveu míseros 5-6 anos a mais do que tenho agora. Junto com Bach, um dos maiores mensageiros que Deus colocou na Terra para se comunicar através.
Sua estrutura clara, bem definida e precisa contrasta com algo que não sei dizer em palavras o que é. Algo denso, triste e forte.
Ao mesmo tempo que vem as cordas trazendo a tristeza em um movimento grave, aparece algumas notas agudas como se uma luz se acendesse …
To viajando? Escute com atenção o que vem a seguir..

aproveite:

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Apresentação dia 11 de dezembro de 2009

No dia 11 de Dezembro o Coral do Conservatório de Música de Niterói irá se apresentar no próprio Conservatório as 19 horas.

Maiores informações serão postadas em breve.

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O prazer de fazer música

coro

“Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé.” George Sand

Retirei hoje este pensamento de uma caixinha de papelão, com vários outros pensamentos guardados e anotados em papéis pequenos dobrados, oferecidos a todos presentes na clínica Care, onde estive hoje com meu coral para uma apresentação.

Quando recebemos o convite, não tivemos a dimensão do que estava por vir. Não estávamos indo cantar para idosos como imaginamos, e sim para pessoas com doenças graves, sendo a nossa apresentação, talvez, a ultima que eles vão poder apreciar.

A apresentação foi ótima, energizada pelo espírito e pelo carinho que fomos recebidos.

Fazer música no Brasil não é difícil. Fazer música no Brasil é muito fácil.

Meu coral é formado por pessoas que não sabem música academicamente falando, não são músicos profissionais, mas tem muito carinho, muita entrega e muita vontade.

Em termos financeiros é muito ruim. Não somos valorizados, não somos prestigiados e, quando pagos, somos mal pagos. Pensando por esse lado é muito dificil sim.

Mas por outro lado, apresentações como a de hoje renovam o espírito.

Ver alguns dos meninos e meninas que cantam comigo, ficarem agradecidos pela bolsa de estudo que dou pra eles, porque eles não tem condições de pagar R$30 reais mensais é muito bom.

Porque acima de qualquer coisa está a música, está o amor, está a vida.

É impagável ver os familiares das pessoas que estão internadas lá, chorarem em agradecimento, pelo pouquinho que fizemos. Cantamos 6 músicas e foram suficientes. Chegaram inclusive a pedir que cantássemos todas de novo. Fomos (um pequeno grupo de 6 músicos) de quarto em quarto cantar uma música para os que não puderam descer para ver a apresentação.

Sinceramente? Não tem preço.

O que importa é o que fazemos de coração, é a idade que temos por dentro, na nossa alma, e tudo que fazemos de alma e com amor.

Só posso agradecer a chance de ser músico, e de proporcionar isso a essas pessoas.

Ganho bem? Não, não ganho.

Mas faço com amor uma coisa que faz bem à muitas pessoas.. e faz bem a mim.

Obrigado.

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Blues Fúnebres – W. H. Auden

Blues Fúnebres

W. H. Auden

Que parem os relógios, cale o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás.

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço —
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto
viveu, meus dias úteis, meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

É hora de apagar estrelas — são molestas —
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo doravante.

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Belos Produtos Culturais #1

Bobby McFerrin


e

Swingle Singers cantando Tchaikovsky

Swingle Singers cantando Bach

Reparem que o grupo é estritamente vocal sem ajuda de instrumentos.

Pra terminar o grupo Voca People

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Mindwalk – Ponto de Mutação

Mindwalk”, de Bernst Capra, baseado no livro “The mutation point”, de Fritjof Capra.

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O filme cria uma comparação entre o pensamento cartesiano com o paradigma emergente no Século XX. O pensamento cartesiano é o modelo utilizado para o método científico desenvolvido nos últimos séculos, e o paradigma emergente, ou pensamento holístico, vê o todo como indissociável e que o estudo das partes não permite conhecer o funcionamento do organismo.

Os três personagens principais são uma cientista, um poeta e um político. O político tem uma visão mais fechada, um pensamento mais linear e, durante o filme, a cientista tenta, com a ajuda do poeta, fazer com que o político consiga abrir os olhos e conceber o mundo com uma visão mais aberta.

Durante o filme a cientista apresenta a necessidade de se perceber o mundo diferente e que essa crise da percepção seria a causa de muitos dos problemas atuais. A mudança de um sistema cartesiano para o “ecological thinking” (visão holística) representa justamente o entrave que a humanidade está enfrentando.

Cada personagem passa por um drama particular na história. A cientista perdeu a fé no verdadeiro sentido de sua profissão ao se dar conta de que seu trabalho era pervertido pelo governo, e resolve se mudar e isolar do mundo e de todos, incluindo a filha adolescente que mora com ela. O poeta se decepcionou com a vida nos Estados Unidos como assessor de imprensa do político e resolver se afastar. O político perdeu a eleição para presidente dos Estados Unidos e, apesar de não ter consciência do porquê, percebe que existe uma necessidade de se reavaliar e reestruturar.

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O castelo, onde o filme é ambientado, pode ser encarado com uma metáfora ao isolamento da cientista. Apesar de todo dia se isolar e afastar, a maré sobe e lhe abraça, mostrando que todos esses sistemas estão unificados, de que nós também fazemos parte, e que não podemos nunca nos isolar completamente.

No final, o político, apesar de não conseguir fugir muito do seu raciocínio prático e cartesiano, percebe o valor do discurso apresentado pela cientista e considera incorporá-la a sua equipe, mas ela nega pois continua a acreditar que precisa repensar a sua vida. O poeta então declama um poema de Pablo Neruda, resumindo toda a crise de percepção e a necessidade de não apenas observar os detalhes, mas também perceber as relações e encontrar nós mesmos. Estas palavras do poeta influenciam a cientista a se aproximar mais da filha, criando uma visão (uma metáfora) otimista de que a humanidade poderá um dia superar a visão cartesiana para criar uma maior integração e uma nova percepção sobre a ciência, percepção esta no filme chamada de “ecological thinking”.

trecho do filme no Youtube:

o livro em áudio (não ouvi e não sei como está a qualidade).

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Meu lado inteiro


A cada dia se salienta

a imagem apenas aumenta
de quem ao menos tenta
pois não sabe parar.

Ausente é a crença
de quem ao menos pensa
distante diferença
tudo no mesmo lugar.

Meu choro é de criança
minha manha é de esperança
de quem nunca se cansa
de quem quer lutar

Não sei onde esqueci minha cabeça
num simples toque vira a avessa
já colei pra sempre, esqueça
daqui não vai desgrudar

Mas nem tudo é pra sempre
mas nada impede que a gente tente
unha com unha, dente com dente
e para o infinito apenas te amo.

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Crônicas experimentais X

Crônicas experimentais X

Se fosse pra escrever algo pra voce
quais seriam as melhores palavras
as mais corretas
sera que isso existe?
sera que conseguiria dizer em apenas palavras
como te admiro e como me encantei assim?
são tantas e ao mesmo tempo poucas
as pequenas palavras que serviriam pra dizer
que me perco em teu encanto.
que amo o teu sorriso
que me desfaço, me desmancho
só de ouvir o teu riso
minha amada
não sei..
imagino a chuva
que cai la fora
gota a gota
fazendo caricias em sua face
caricias suaves e constantes
e junto vem o leve cheiro de orvalho
perfumando o meu quarto
ah como eu gostaria de sentir seu lábios
esquentando o meu rosto
um simples afago e um abraço
eterno e suspirado
um arrepio interminável
se é que existe
um fim de fato.
não perguntes pra quem
esse poema foi feito
pois não tenho coragem de dizer
sou assim tímido,
perdido no anonimato.

Lc. 23 de maio de 2006

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Crônicas Experimentais VIII

afaste-se
não fique perto de mim
não sou bom conselheiro
boa companhia
bom nada.
outrora talvez tenha sido
mas atualmente sou apenas
um esboço desgarrado
uma pedra que urge
a ser atirada.

O fantasma não se foi
criei uma fantasia tão real
que não consigo aceitar outra realidade
são todos os pequenos detalhes
o imenso conjunto de detalhes
que me fazem voltar a realidade
a falsa realidade que
muitos dizem
que nunca deveria ter entrado
o problema é justamente esse
eu adoro aquela realidade
sei de todos os defeitos
sei de todos os problemas
ou sei de quase todos eles.
mas conheço as belezas
as virtudes e o amor
coisas que me prendem
até os dias de hoje
até bem agora…
estou cansado desses discursos
compreendo e aceito muito bem todos eles
já inclusive ministrei alguns deles a alguma “pobre alma”
que um dia teve coragem de me pedir conselho..
coselho a quem? logo a mim.
um fiel a doutrina alheia
mas infiel ao seu próprio ego.
me rasgo em porcas palavras pra que?
por que não consigo largar?
por que não consigo aceitar as novas oportunidades?
pareço uma criança ou um adolescente entupido de porques.
já foi embora
não existe mais
como que abre a merda da porta
para voltar para a realidade
de quem é são?
to cansado.

Lc. 10 de maio de 2005

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Crônicas experimentais IX

Crônicas experimentais IX

Ah se eu tivesse domínio sobre as ferramentas do mundo
ah se eu soubesse como entender as várias estradas partidas
se ao menos fosse diferente estar naquela estado
se ao menos fosse divertido ter a corda roída
pudera ouvir a voz que encanta
sentir o peito macio e pulsante
sentir a pedra na testa ferida
sentir a lâmina
ou estar de saída.
Ah se meu vazio não sentisse falta de um esmo
se meus sentidos não fossem cheios de mim mesmo
se minha garra não fosse feita de vidro opaco
ou então se meu cachimbo não agredisse o olfato
sei que a corrente é a vida
e que afasta a sabida
e não sei onde fica a subida
e a ladeira me conduz
não..não estou de capuz
não tenho mordaças
nem medo da cruz
sou mesmo enfático
nem um pouco guiado pelo que falo
muito menos pelo falo
severo sera a minha escória
então suma e sinta-se bem
pois não farás parte da minha história

lc. 22 de maio de 2006

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Crônicas experimentais VII

Estava subindo a ladeira
quando lá pelo meio começei a escutar
uma batucada maneira
meio ligeira
que no final a rima
era um “…pode chegar”
pois fui eu chegando
bem devagarinho
bem de mansinho
pra analizar
o que aquela batida maneira
estava dizendo
e como era acolhedor ouvir
o “…pode chegar”

quando vi não era só uma roda
como antes imaginei
pensei que ia ter um bandolim,
percussão e cavaco…
mas encontrei sax,flautas,
varios instrumentos,
um verdadeiro banquete
todos a tocar em cima de um belo palco
de zero centimetros de altura
montado justamente
pra todo mundo poder chegar
sem diferenças ou inimigos
apenas bela música pra qualquer um cantar
a rima que já mexia com meu suigue
aquela mesma ainda
“… pode chegar”

quando ao longe escuto
uma bela fanfarra chegando
era o mestre tenório
e sua banda imaginária
cantando suas canções
em forma de sambas, valsas e maxixes
e logo logo ele se juntaram ao nosso bloco
isso mesmo… um bloco!
e o mestre tenório se pôs a saudar
e começaram a batucada
com sempre aquela rima gostosa
que terminava com
“….pode chegar”

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Crônicas Experimentais IV

Sinto-me uma carcaça ambulante
meu sangue foi drenado
minha energia sugada
meus sonhos viraram pratos
de desejos vazios e ressecados
meus olhos viraram cálices
distantes, inócuos, inútilizados
vampiros nunca viram tanta fartura
sugam minhas energias
gota a gota
sem pudor nem resguardo
fantasmas assombram meus pensamentos
e banham-se em litros e litros
do sangue recolhido,
constantemente drenado.
me delicio com verdades cruas e insípidas
me perco em movimentos desalinhados
as dores são constantes
em cada pedaço do espantalho
me alimento em busca de vigor
mas não me satisfaço
falta algo mais intenso
talvez mais interno
mais profundo
um sorriso
um carinho
um abraço
do vazio
do silêncio
do espaço
quem sabe da vida.

Lincoln Castro 22 de março de 2006

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Crônicas experimentais VI

O nada.
preenche tudo com um vazio insaciável
com uma cor de ácido inoxidável
de ferida descartável
de algo lamentável.
metade corrida
saudade ardida
cometa a subida
na cara lânguida
na cereja lambida
que preste apertada
que veste avantajada
que coisa enxaguada
que cara lavada
que coisa exaurida
na meia ausência
na feia evidência
da minha reversidade
e não tem uma simples verdade
que me encha de medo
ou uma simples saudade
que não me deixe em cheio.
saúda a simples da tarde
debuta na feia da cidade
na praça na bandeja
no copo ou na cerveja
formigas crocantes
com gosto de areia
salgada sofrida
lambendo a ferida
gostaram ou ficaram
sólida vontade
enjoativa piedade
da minha fé na enxada
que corta a madeira
e aquece meus filhos.
cansaram?
eu tambem.

28 de abril de 2006

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