Paciência

Hoje eu queria um pouco mais de calma

mais silêncio no meu deserto

queria saber a medida da alma

uma carência que desperta

no meu silêncio me afogo

e em segundos passo a gritar

mudo, vermelho, torto

sem medo , num pulo a girar.

Com o som da flauta busco as notas

que minha boca não consegue emitir

com o som do silêncio busco a paz

que minha alma permitir.

Calma que clamo

acalmo e devoro

urge do meu peito

um esprimido e contido choro

me calo e me perco de novo

anonimato misterioso

e dá lagrima o gosto

salgada e eterna.

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Lincoln Castro