Paciência

Hoje eu queria um pouco mais de calma
mais silêncio no meu deserto
queria saber a medida da alma
uma carência que desperta
no meu silêncio me afogo
e em segundos passo a gritar
mudo, vermelho, torto
sem medo , num pulo a girar.
Com o som da flauta busco as notas
que minha boca não consegue emitir
com o som do silêncio busco a paz
que minha alma permitir.
Calma que clamo
acalmo e devoro
urge do meu peito
um esprimido e contido choro
me calo e me perco de novo
anonimato misterioso
e dá lagrima o gosto
salgada e eterna.


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