Som em vão
O poeta solitário
toca suas notas para todos
mas chegam para ninguem
quieto e silencioso
o som do piano é abafado
por vozes surdas
risadas fúteis e roncos dos carros
todos ignoram
como juizes dos votos
atestando que naquele momento
a música morreu.
Nem ela se interessa por suas palavras num silencio sepucral
em um ambiente dionísiaco
o somsoa como sempre soou
mas dessa vez ninguem ouve ou tem interesse
so a alma do jovem pianista
que se alimenta desse som
permanece tocando
para si apenas
e para mais ninguem.


o homem curva-se em si mesmo e viaja à semente para enfim rebentar na gênesis poética e apaixonada da sua sua música – ele mesmo